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Ser feliz pode dar trabalho, mas compensa

Jul 10, 2016

“Cada um é tão infeliz quanto acredita sê-lo”

Séneca

Como referi na primeira destas crónicas, falar de felicidade, no seu sentido mais amplo, é falar de bem-estar subjectivo, enquanto tradutor das respostas emocionais das pessoas em domínios como a satisfação com a vida, a saúde e as relações interpessoais, bem como as avaliações que fazem sobre a sociedade e a governação. Ou seja, para entendermos a avaliação que os sujeitos fazem do seu nível de bem-estar, é importante saber como é que avaliam as condições sociais subjacentes, que condicionam o seu espaço de realização pessoal e logo, a sua felicidade. Como disse Marx: Não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas, ao contrário, é o seu ser social que lhe determina a consciência. Noutras palavras, somos aquilo que podemos ser, sem perder de vista que não há determinismos sociais, apenas condicionamentos. É de pequenino que se torce o destino, como canta Sérgio Godinho.

Parece-nos, por conseguinte, interessante perceber quais são as principais diferenças
entre os portugueses que se consideram “infelizes” e “muito felizes”2, no que se refere ao conforto com que vivem, saúde, satisfação com a vida e optimismo. Note-se que, como se observa na figura seguinte, apenas 11,2% dos portugueses se consideram “infelizes”, enquanto mais de metade (56,7%) se consideram “muito felizes”.

Felicidade na Europa

FelicidadeEuropa

Quem são e onde vivem?

QuemSaoEOndeVivem

Comparando os “infelizes” com os “muito felizes”, as diferenças são evidente e claramente favoráveis aos últimos.

Os “mais felizes” são predominantemente: homens, mais novos e mais escolarizados, casados ou em união de facto, vivem no Norte, com algum conforto e boa saúde. Estão muito satisfeitos com a vida e são optimistas.

Nos “infelizes” predominam as mulheres, os mais velhos e menos escolarizados, viúvos, a viverem o Algarve, com dificuldades económicas e saúde razoável. Estão insatisfeitos com a vida e são pessimistas.

A conclusão é evidente, ser feliz compensa!

Sejam felizes e considerem a busca da felicidade o principal desígnio da vossa vida.

Rui Brites 1

Publicada em 06-06-2016 | Diário as Beiras – Opinião, pág 22
http://www.asbeiras.pt/2016/06/opiniao-coluna-da-felicidade-ser-feliz-pode-dar-trabalho-mas-compensa/


1 Sociólogo e professor universitário (rui.brites@outlook.com)

2 0 a 4 e 7 a 10, respectivamente, na escala original: 0=extremamente infeliz; 10=extremamente feliz.

 

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REPENSAR O ENVELHECIMENTO EM PORTUGAL

Abr 14, 2016

A Associação Amigos da Grande Idade promove a edição do Livro “Repensar o envelhecimento”, tendo por base os textos e comunicações de alguns dos participantes mais relevantes do Congresso Nacional da Grande idade.

Um documento essencial para a reflexão, cada vez mais urgente, sobre o envelhecimento em Portugal.

Para além das comunicações e textos de várias personalidades públicas, é ainda apresentada a posição da Associação sobre alguns dos temas mais importantes na área do envelhecimento, destacando-se a representação jurídica das pessoas idosas, a funcionalidade, a investigação científica, a felicidade e o serviço social.

Indispensável em qualquer biblioteca.


Para mais informação e compra do livro consulte a página:

“REPENSAR O ENVELHECIMENTO EM PORTUGAL”


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AUDIENCIA CONCEDIDA PELA ORDEM DOS ENFERMEIROS

Abr 14, 2016

Uma representação da Associação Amigos da Grande Idade, presidida pelo Presidente da associação foi recebida pela Enfermeira Ana Fonseca, presidente do Conselho de Enfermagem da ordem e pela enfermeira Graça Machado, vice-presidente do Conselho Diretivo.

A Associação teve a oportunidade de apresentar dois dos seus documentos estruturais, as “5 Medidas para um envelhecimento com futuro” e as “Recomendações para a Longevidade” e de entregar uma proposta objetiva e formal no sentido de ser criada uma plataforma para refletir sobre o papel do enfermeiro nos equipamentos e serviços destinados a pessoas idosas e fazer um levantamento sobre a atual situação destes equipamentos e serviços e dos enfermeiros que ai exercem funções.

Ainda que possam surgir algumas divergências sobre a forma como este trabalho se poderá vir a desenvolver, decidiu-se iniciar a constituição deste grupo de trabalho com a indicação de elementos de ambas as entidades que posteriormente reunirão e determinarão o funcionamento do grupo e os seus objetivos mais concretos.

A Ordem dos Enfermeiros mostrou-se preocupada com a situação dos enfermeiros que exercem atividade em lares, sobre as suas condições de trabalho e as suas responsabilidades profissionais. Também a Associação julga que deve existir uma clarificação das necessidades de enfermagem na área social, uma definição mais rigorosa das suas responsabilidades e legislação esclarecedora sobre as suas atribuições no funcionamento dos serviços.

Concluiu-se que é tempo de levantar questões que se tem arrastado e que se deve definitivamente entender a importância da influencia que a enfermagem pode ter no envelhecimento em Portugal.

A Associação irá enviar em breve um documento com a indicação dos seus representantes no grupo de trabalho que se deseja formar.


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AUDIENCIA CONCEDIDA PELO PARTIDO SOCIALISTA

Abr 14, 2016

A Direção da associação Amigos da Grande Idade esteve reunida com a Deputada Sofia Araújo do grupo parlamentar do Partido Socialista em audiência que nos foi concedida na Assembleia da Republica.

Fomos recebidos por uma das novas deputadas do nosso Parlamento com uma forte ligação á área social, sendo psicóloga de formação académica e com a sensibilidade própria de quem exerceu atividade social numa autarquia. A Dr.ª Sofia Araújo compreendeu as preocupações da Associação, especialmente no que respeita á falta de definição de tipologias para equipamentos e serviços destinados a pessoas idosas, à formação de pessoas que exercem funções nas Instituições e entidades que se dedicam a prestação de cuidados a pessoas idosas e aos problemas que o atual modelo de financiamento causam no sector e na inexistência de empenho para melhorar a qualidade das respostas.

Ambas as partes aceitaram a necessidade de se encontrarem novas formas de refletir sobre o envelhecimento de maneira a que essa reflexão tenha consequências na prática. Foi transmitida à Associação uma grande disponibilidade do grupo parlamentar do PS poder intervir em iniciativas da Associação, bem como uma enorme disponibilidade por parte da deputada Sofia Araújo.


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AUDIENCIA DA ASSOCIAÇÃO CONCEDIDA PELO GRUPO PARLAMENTAR DO BLOCO DE ESQUERDA

Abr 13, 2016

A Associação Amigos da Grande Idade iniciou a sua ronda de pedidos de audiência aos grupos parlamentares a exemplo do que vem acontecendo em todas as legislaturas, com a audiência concedida pelo Bloco de Esquerda.

A Associação, representada por Rui Fontes, José Pedro e António Ilhicas, foi recebida pela deputada Domicília Costa, secretariada por Joana Neto.

Tivemos oportunidade de fazer um breve resumo da atividade da Associação e apresentar as nossas maiores preocupações que se continuam a prender com questões estruturais na área do envelhecimento, destacando-se a legislação desajustada a novas realidades e a falta de planeamento e estratégia para alterarmos a forma de envelhecer em Portugal.

A deputada Domicília Costa transmitiu-nos o seu acordo com estas preocupações, colocando-se à disposição para a participação em eventos e iniciativas da Associação que possam contribuir para um melhor envelhecimento no nosso País.

Decidiu-se ainda manter a comunicação entre a Associação e o Grupo parlamentar, existindo disponibilidade do Bloco de Esquerda para tomar iniciativas no parlamento que se julguem importantes.

A Associação fez a entrega do documento “Recomendações para a Longevidade” cuja apresentação e lançamento foi feita na Assembleia da Republica com a participação e colaboração unanime de todos os grupos parlamentares. Este documento servirá de base para muita da ação que a Associação planeia para este ano.

A próxima audiência está já marcada e será com o Grupo Parlamentar do Partido Socialista.

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Comparar o incomparável: a propósito do Dia Internacional da Felicidade e do Índice de Felicidade das Nações Unidas

Abr 2, 2016

“Há três tipos de mentiras: as mentiras, as malditas mentiras e as estatísticas”

Mark Twain

O dia Internacional da Felicidade, que se comemora no dia 20 de Março, foi instituído por resolução da Assembleia-Geral das Nações Unidas em Junho de 2012. Aquando da primeira comemoração, em 2013, o Secretário-Geral divulgou a seguinte mensagem:

A busca da felicidade está no centro da ação humana. Pessoas em todo o mundo aspiram a uma vida feliz e gratificante livre de medo e privações, e em harmonia com a natureza.
No entanto, para demasiadas pessoas a viver em situação de pobreza extrema, o material básico para o bem-estar ainda está fora do seu alcance. Para muitas mais pessoas, as crises socioeconómicas recorrentes, a violência e a criminalidade, a degradação ambiental e as crescentes ameaças das mudanças climáticas são uma ameaça sempre presente.

Desde então, as Nações Unidas têm publicado o Relatório Anual da Felicidade no Mundo2. Em 2015 Portugal ocupa a posição 94 entre os 157 países avaliados, à frente da Grécia (99), Albânia (109), Ucrânia (123) e Bulgária (129). A posição relativa de Portugal não se estranha, pois é recorrente. Mas já se estranha o facto de estar atrás de países como o Líbano (93), Kosovo (77) e Somália (76).

De acordo com os autores do relatório, o índice de felicidade traduz a resposta dos inquiridos a uma única pergunta sobre a avaliação que fazem da sua qualidade de vida, medida numa escala que vai de 0 (o pior possível) a 10 (o melhor possível). Consideram nas suas análise que o mesmo é explicado pelo PIB per capita, a expectativa de anos de vida saudável, o apoio social da comunidade, a perceção da corrupção, a liberdade para tomar decisões e a generosidade.

Ora, falar de qualidade de vida, de liberdade, de anos de vida saudável e corrupção no Líbano, Kosovo e Somália, será equivalente a falar do mesmo nos países do Ocidente? Não creio e tenho muitas dúvidas que um somali pense nas mesmas coisas que pensa um português quando é questionado sobre a sua qualidade de vida e lhe pedem para se autoposicionar na escala de resposta.

Então o que é que o Índice compara? Compara a resposta dos inquiridos em contextos profundamente desiguais e, por conseguinte, incomparáveis. Se tivermos em conta a mensagem de Ban-Ki-Moon em 2013, percebemos a patetice da comparação.

É caso para dizer, como alguém disse, que a estatística é a forma mais credível de mentira. Mas não é verdade, não é a estatística que mente, é o seu uso inadequado e muitas vezes manipulado, que é mentiroso. Comparar países em estádios de desenvolvimento económico e social tão díspares, não é legítimo. É o problema dos rankings que, como se sabe, não são objectivos na ordenação mas permitem proceder às comparações que dão jeito. Os coeficientes estatísticos têm uma “história” e, sem conhecer o seu contexto, não têm qualquer validade. Ou seja, o ranking da felicidade tal como é “medido” no Relatório das Nações Unidas, não pode ter qualquer efeito prático, situando-se ao nível dos livros e das palestras sobre auto-ajuda. O “estado da arte” sobre a felicidade expresso no chamado “Relatório da Comissão Stiglitz”3 que tinha como objectivo orientar as políticas públicas no sentido de melhorar o bem-estar subjectivo dos povos, considera as seguintes dimensões como determinantes: “Padrões materiais de vida (rendimento, consumo, e riqueza)”; “Saúde”; “Educação”; “Actividades pessoais, incluindo o trabalho”; “Voz política e governação”; “Conexões e relações sociais”; “Ambiente (condições actuais e futuras)” e “Segurança de natureza económica e física”.

Não obstante, não vão faltar análises e interpretações sobre o mesmo. Pelo que já vi escrito na comunicação social, os opinólogos vão lamentar a descida de Portugal no ranking, pois estava em 88o no ano passado. Entretanto a Finlândia está preocupada pelo facto de os reformados finlandeses escolherem Portugal para gozarem a reforma em vez de optarem por fazê-lo no seu país. Também os reformados franceses, ingleses, alemães, suecos e até dinamarqueses, certamente cansados de serem tão felizes nos seus países, escolhem cada vez mais Portugal para viverem e, porventura, serem menos felizes.

Sejam felizes e considerem a busca da felicidade o principal desígnio da vossa vida.

Rui Brites 1

 

Publicada em 30-03-2016 | Diário as beiras – Opinião, pág 21
http://www.asbeiras.pt/2016/03/opiniao-comparar-o-incomparavel/


1 Sociólogo e professor universitário (rui.brites@outlook.com)

2 Disponível em: ( http://worldhappiness.report/).

2 Disponível em: (http://stiglitz-sen-fitoussi.fr/en/index.htm).

 

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Marcelo Rebelo de Sousa é o primeiro presidente da República Portuguesa da geração BABY BOOMER

Mar 21, 2016

Tomou posse o Professor Marcelo Rebelo de Sousa como o 20º Presidente da República Portuguesa.
O atual Presidente é o primeiro cidadão a ocupar este cargo que pertence à geração Baby Boomer, a geração que mudou o Mundo e que introduziu as maiores alterações nas sociedades e que se caracterizou como a “onda de choque”.
A Associação Amigos da Grande Idade há muito que espera que os homens e as mulheres desta geração comecem definitivamente a fazer a diferença e recentemente alertou para o fenómeno de que esta geração tinha começado a completar os 65 anos e era a nova geração de pessoas idosas. Substitui uma geração designada por silenciosa e que permitiu que construíssemos modelos desrespeitosos, sem que os seus mais fundamentais direitos fossem assegurados.
A geração baby Boomer nasceu entre 1946 e 1964 e foi ela que introduziu os grandes sistemas de segurança social no mundo, os direitos do trabalho, a libertação da mulher e a conquista da igualdade, os mais desenvolvidos sistemas democráticos, a tecnologia e que lutou pelo direito à felicidade. Uma geração extraordinariamente empreendedora, ambiciosa mas solidária. Os baby boomers estão associados à rejeição ou redefinição dos valores tradicionais.
Renovamos pois a esperança de termos nos próximos anos um Presidente capaz de entender o fenómeno do envelhecimento e de contribuir para uma nova abordagem.
O professor Marcelo Rebelo de Sousa colaborou com a Associação Amigos da Grande Idade, ainda que forma indireta quando da realização do Congresso nacional da Grande Idade, escrevendo um texto para uma publicação da Associação que temos agora oportunidade de voltar a divulgar no nosso portal.
Desejamos pois que o novo Presidente marque a história nesta área que tem sido tão descriminada e que quando é tratada serve apenas interesses corporativos ou mediáticos para atingir outros fins.
Queremos envelhecer no nosso país mas com modelos de intervenção diferentes, mais justos, ajustados e que contribuam para a nossa felicidade e não para a nossa imobilidade e dependência.
Vamos ter anos para incomodar o novo Presidente da República e a Associação não irá perder essa oportunidade porque sabemos que estamos a incomodar uma das pessoas que pode transformar o envelhecimento em Portugal.
Transcrevemos aqui o texto oferecido à Associação Amigos da Grande Idade pelo Professor Marcelo Rebelo de Sousa quando da realização do Congresso Nacional da Grande Idade:

1- Portugal está a envelhecer? Parece óbvio. Basta olhar para os indicadores económicos, sociais e culturais.
A Europa, sobretudo a Europa Ocidental, está, ela própria, em alguns casos, mais velha? Embora com diferenças nacionais não desprezíveis, pode afirmar-se que sim, que tem experimentado uma tendência de envelhecimento, sobretudo numa apreciação de muito longo prazo e ponderando atitudes, reações e mecanismos de ajustamento institucional.
O mundo que emerge, de forma mais visível nas últimas duas ou três décadas, apresenta sinais opostos aos enunciados? A leitura mais comum confirma essa evolução, ainda que as medidas e as justificações sejam muito variadas.

2- Neste contexto, há quatro ou cinco reflexões que se me afiguram pertinentes e abonam a visão de quantos organizaram o Congresso de 2013 e promovem a presente edição.

Primeira: mais vale prevenir que remediar, o que significa que as questões sociais melhor se enfrentam com antecipações do que com remédios ou remendos de emergência.

Segunda: entre nós, tempo demasiado andámos alheios a esta problemática, deixando correr os anos de aparente euforia, para termos agora de nos sobressaltar em tempos de privação.

Terceira: em rigor, nenhum dos principais agentes políticos e sociais passa esta questão à frente das respeitantes aos sectores mais mobilizados e mais intervenientes da comunidade, o que implica serem os mais idosos um exército de reserva de sacrifício e de indiferença por vezes chocante para os poderes públicos, sabendo como sabem a sua vulnerabilidade e o seu escasso acesso à arena do debate cívico.

Quarta: só que essa postura, fácil, alimenta processos cumulativos de mais sacrifício igual a maior dependência, maior dependência igual a mais sacrifício, e assim sucessivamente, até se atingirem patamares de manifesta violação da dignidade do valor ético e constitucional fundamental da dignidade da pessoa humana.

Quinta: quando se atingem tais patamares, ou se fica perto deles, torna-se dificílimo inverter políticas ou mesmo encontrar remédios ou remendos que comportem o regresso ao respeito do valor questionado e criem dinamismos sociais enquanto se põe de pé e produz efeito uma política consistente de natalidade.
Até porque-ponto crucial-não há política credível de natalidade que possa assentar ou coabitar com políticas de esquecimento ou sacrifício sistemático dos mais idosos. Não há pior motivação para a natalidade do que o exemplo da vida abaixo de padrões minimamente aceitáveis por parte dos mais velhos. Cada potencial progenitor facilmente imaginará a indiferença com que a sociedade o tratará daí a umas décadas-cada vez mais curtas, atendendo à elevação da idade da primeira paternidade ou maternidade- olhando para o descaso para não dizer sensação de peso morto com que a mesma sociedade já trata, no presente, os que, a seu ver, estão a viver tempo demais.

3- Estas breves reflexões atestam a importância da iniciativa ora divulgada e impõem muitas mais, no mesmo sentido.
Pode parecer clamar no deserto. Mas, como a água em pedra dura- assegura o nosso povo-tanto dá até que fura…

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