Controle de Prescrição de Medicamentos

Dez 31, 2013

Mais uma medida defendida há muito pela Associação Amigos da Grande Idade

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Nos últimos dias assistimos a uma mediatização de uma decisão do ministério da saúde que tem a ver com a prescrição de medicamentos e consumo dos mesmos na prática hospitalar.

Noticia dada, como começamos a entender que é conveniente para a comercialização de comunicação social, pela forma negativa, apresentando-se como algo que vai contribuir para piores práticas e piores serviços e cuidados às pessoas.

A Associação há muito tempo que defende o financiamento através de indicadores de desempenho, distinguindo as melhores práticas, os melhores serviços e as melhores equipas, a exemplo do que acontece em muitos países mais desenvolvidos do que o nosso e com melhor qualidade de vida.

Um dos indicadores é o consumo de medicação.

Esta medida vem ao encontro das profundas alterações que a Associação Amigos da Grande Idade tem defendido e continuará a defender.

Ao anunciarmos, quase como maléfico, esta medida do ministério da saúde, deveríamos enquadrá-la e contextualiza-la corretamente, informando que Portugal é dos países no qual as pessoas idosas consomem mais marcas de medicamentos diferentes, muitos com efeitos semelhantes. Devíamos dizer que em muitos países, com maior qualidade de vida, o número de princípios ativos que podem ser prescritos a um doente está há muito limitado. Devíamos informar que a medicação tonou-se o principal elemento de intervenção em todas as situações incluindo as que muitas vezes tem diagnósticos completamente discutíveis.

Falamos principalmente na área das pessoas idosas e dos equipamentos destinados a estas pessoas, os lares de Idosos, onde continuamos a encontrar um modelo “terapeuta dependente”, onde tudo se resolve com recurso a medicação.

O financiamento por indicadores de qualidade e desempenho é obrigatório. Não podemos continuar a financiar práticas diferentes em termos de qualidade da mesma forma. Temos obrigação de distinguir quem trabalha melhor e assim fazer com que todos normalizem o seu trabalho por maior qualidade.

Esta é uma medida importantíssima na mudança que pretendemos na área da saúde e na área social.

Apelamos à comunicação social para abordar este tema, não de forma mediática e de notícia oportuna mas aprofundando a situação. Percebendo que hoje, na área das pessoas idosas todos os conflitos, desajustamentos e outras atitudes e comportamentos que em determinada idade são normais, no envelhecimento são tratados com medicação, encharcando as pessoas idosas de medicamentos. Perceber que a grande parte de medicação consumida em lares de idosos não é prescrita presencialmente mas habitualmente à distância, sem qualquer história clinica ou outra que suporte essa prescrição que não seja as informações dadas por pessoal sem formação e incapazes de encontrar respostas que não sejam tornar as pessoas idosas dependentes.

Mas é importante que também se perceba que o consumo exagerado de antibióticos tem a ver com práticas instituídas que não previnem, por processos instalados de negligência profissional, que grande parte dessa medicação poderia ser evitada se a avaliação do desempenho fosse mais rigorosa e se fossem exigidos processos de prevenção na saúde, dentro dos lares de idosos, mais eficazes. Perceber que não podemos continuar a consumir em larga escala antidiarreicos/antieméticos e laxantes sem que alguém trate de implementar programas de ensino, esclarecimento e informação sobre alimentação ou mesmo sem que exista um dietista ou nutricionista no Lar para controlar as ementas e determinar procedimentos mais aconselháveis. Será mais barato controlar alguns distúrbios através de processos de prevenção do que atuar posteriormente no tratamento.

A Associação não quer continuar a ser o Oráculo para a área do envelhecimento, defendendo aquilo que mais tarde ou mais cedo se vai concretizar mas perdendo anos de eficácia.

Há muito que defendemos o financiamento por indicadores e agora isso chega ao SNS, esperando que possa alertar as entidades que determinam o futuro da área social.

Como no caso dos cuidados continuados em que defendemos que não fazia qualquer sentido a distinção das unidades de longa duração com os lares de idosos (reconhecido recentemente permitindo a essas unidades construídas de raiz que pudessem ser utilizadas como lares), acertámos agora mais uma vez numa medida que há muito defendemos. Infelizmente uma e outra medida não se generalizaram ainda, continuando a perder tempo e fazendo crer que vivemos em velocidades diferentes consoante o ministério governamental que lidera cada área de intervenção.

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Atribuição de Prémios

Dez 19, 2013

Decorreu no âmbito do Congresso Nacional da Grande Idade, realizado nos dias 4 a 8 de Dezembro de 2013, no Pavilhão Multiusos, FIL, Parque das Nações, Portugal, o concurso de comunicações científicas.

Estiveram presentes ao longo de 4 dias cerca de 40 investigadores que concorreram com os sues trabalhos. O Júri nomeado legalmente, atribuiu os seguintes prémios:

1. PRÉMIO

Comunicação Cientifica: Reativa: Um projeto de promoção de um envelhecimento ativo. Dr.ª Helena Loureiro, Dr.ª. Ana Pedreiro.

2. PRÉMIO

Comunicação Cientifica: Qualidade de vida após artroplastias em doente sénior. Dr. Carlos José Martinez Evangelista.

3. PRÉMIO

Comunicação Cientifica: História e memória de vida. Dr.ª Paula Azevedo; Dr.ª Cláudia Cunha.

PRÉMIO PERSISTÊNCIA NO ENVELHECIMENTO

Comunicação Cientifica: “O Toque”: Maria Aucineia Ferreira.

A Direção da Associação congratula-se com os vários trabalhos apresentados e dá o seu reconhecimento público a todos os que participaram neste evento.

 

 

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O Congresso foi um grande sucesso !

Dez 16, 2013

PARTICIPARAM 600 PESSOAS.

Conforme anunciado, a Associação Amigos da Grande Idade – Inovação e Desenvolvimento, realizou o maior Congresso Português de 2013. Mais de 500 participantes, mais de 70 Oradores, mais de 100 Organizações representadas, mais de 50 Pessoas na Organização, noticias em direto nos vários canais de televisão, nas vários rádios, noticias nos principais orgãos de comunicação social escrita. Fomos um sucesso.

Influenciamos o Futuro do Envelhecimento em Portugal.
Cumprimos o que determinamos.

Veja aqui todas as fotos

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