GRANDES NOVIDADES PARA O SEGUNDO SEMESTRE DO ANO

Jul 12, 2016

A Associação Amigos da Grande Idade está em condições de anunciar grandes novidades para o segundo semestre de 2016, após período de intensa actividade no terreno que muito contribuirá para uma imposição da Associação na contribuição para mudanças substanciais na área do envelhecimento em Portugal.

 

Acreditando definitivamente que não podemos manter qualquer esperança nas grandes corporações e mesmo nos decisores políticos, tem que ser cada um de nós a alterar aquilo que mantem afastado o nosso País dos indicadores mínimos de qualidade na prestação e oferta de serviços a pessoas idosas. A mudança está em cada um de nós e é o nosso trabalho diário que pode alterar as condições actuais em que todos insistem em dizer que fazem bem o seu trabalho mesmo reconhecendo que ninguém aceita esse trabalho de livre vontade, continuando com lares e outros serviços carregados de pessoas que goram para lá empurradas.

 

Temos necessidade de mostrar na prática que somos capazes de deixar de violentar pessoas idosas e contribuir para que passemos cada vez mais anos após os 65, com alguma felicidade, liberdade e respeito pelos seus direitos. Na área da formação muito temos feito e iniciamos agora um caminho em que a Associação se expõe directamente na gestão de um equipamento e se disponibiliza para colaborar na gestão de quaisquer outros equipamentos e ofertas.

 

Estamos pois mais ambiciosos e cada vez mais crédulos na transformação do modelo de intervenção que se tem seguido na institucionalização e na adesão das pessoas idosas a outros modelos.

 

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Ser feliz pode dar trabalho, mas compensa

Jul 10, 2016

“Cada um é tão infeliz quanto acredita sê-lo”

Séneca

Como referi na primeira destas crónicas, falar de felicidade, no seu sentido mais amplo, é falar de bem-estar subjectivo, enquanto tradutor das respostas emocionais das pessoas em domínios como a satisfação com a vida, a saúde e as relações interpessoais, bem como as avaliações que fazem sobre a sociedade e a governação. Ou seja, para entendermos a avaliação que os sujeitos fazem do seu nível de bem-estar, é importante saber como é que avaliam as condições sociais subjacentes, que condicionam o seu espaço de realização pessoal e logo, a sua felicidade. Como disse Marx: Não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas, ao contrário, é o seu ser social que lhe determina a consciência. Noutras palavras, somos aquilo que podemos ser, sem perder de vista que não há determinismos sociais, apenas condicionamentos. É de pequenino que se torce o destino, como canta Sérgio Godinho.

Parece-nos, por conseguinte, interessante perceber quais são as principais diferenças
entre os portugueses que se consideram “infelizes” e “muito felizes”2, no que se refere ao conforto com que vivem, saúde, satisfação com a vida e optimismo. Note-se que, como se observa na figura seguinte, apenas 11,2% dos portugueses se consideram “infelizes”, enquanto mais de metade (56,7%) se consideram “muito felizes”.

Felicidade na Europa

FelicidadeEuropa

Quem são e onde vivem?

QuemSaoEOndeVivem

Comparando os “infelizes” com os “muito felizes”, as diferenças são evidente e claramente favoráveis aos últimos.

Os “mais felizes” são predominantemente: homens, mais novos e mais escolarizados, casados ou em união de facto, vivem no Norte, com algum conforto e boa saúde. Estão muito satisfeitos com a vida e são optimistas.

Nos “infelizes” predominam as mulheres, os mais velhos e menos escolarizados, viúvos, a viverem o Algarve, com dificuldades económicas e saúde razoável. Estão insatisfeitos com a vida e são pessimistas.

A conclusão é evidente, ser feliz compensa!

Sejam felizes e considerem a busca da felicidade o principal desígnio da vossa vida.

Rui Brites 1

Publicada em 06-06-2016 | Diário as Beiras – Opinião, pág 22
http://www.asbeiras.pt/2016/06/opiniao-coluna-da-felicidade-ser-feliz-pode-dar-trabalho-mas-compensa/


1 Sociólogo e professor universitário (rui.brites@outlook.com)

2 0 a 4 e 7 a 10, respectivamente, na escala original: 0=extremamente infeliz; 10=extremamente feliz.

 

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REPENSAR O ENVELHECIMENTO EM PORTUGAL

Abr 14, 2016

A Associação Amigos da Grande Idade promove a edição do Livro “Repensar o envelhecimento”, tendo por base os textos e comunicações de alguns dos participantes mais relevantes do Congresso Nacional da Grande idade.

Um documento essencial para a reflexão, cada vez mais urgente, sobre o envelhecimento em Portugal.

Para além das comunicações e textos de várias personalidades públicas, é ainda apresentada a posição da Associação sobre alguns dos temas mais importantes na área do envelhecimento, destacando-se a representação jurídica das pessoas idosas, a funcionalidade, a investigação científica, a felicidade e o serviço social.

Indispensável em qualquer biblioteca.


Para mais informação e compra do livro consulte a página:

“REPENSAR O ENVELHECIMENTO EM PORTUGAL”


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AUDIENCIA CONCEDIDA PELA ORDEM DOS ENFERMEIROS

Abr 14, 2016

Uma representação da Associação Amigos da Grande Idade, presidida pelo Presidente da associação foi recebida pela Enfermeira Ana Fonseca, presidente do Conselho de Enfermagem da ordem e pela enfermeira Graça Machado, vice-presidente do Conselho Diretivo.

A Associação teve a oportunidade de apresentar dois dos seus documentos estruturais, as “5 Medidas para um envelhecimento com futuro” e as “Recomendações para a Longevidade” e de entregar uma proposta objetiva e formal no sentido de ser criada uma plataforma para refletir sobre o papel do enfermeiro nos equipamentos e serviços destinados a pessoas idosas e fazer um levantamento sobre a atual situação destes equipamentos e serviços e dos enfermeiros que ai exercem funções.

Ainda que possam surgir algumas divergências sobre a forma como este trabalho se poderá vir a desenvolver, decidiu-se iniciar a constituição deste grupo de trabalho com a indicação de elementos de ambas as entidades que posteriormente reunirão e determinarão o funcionamento do grupo e os seus objetivos mais concretos.

A Ordem dos Enfermeiros mostrou-se preocupada com a situação dos enfermeiros que exercem atividade em lares, sobre as suas condições de trabalho e as suas responsabilidades profissionais. Também a Associação julga que deve existir uma clarificação das necessidades de enfermagem na área social, uma definição mais rigorosa das suas responsabilidades e legislação esclarecedora sobre as suas atribuições no funcionamento dos serviços.

Concluiu-se que é tempo de levantar questões que se tem arrastado e que se deve definitivamente entender a importância da influencia que a enfermagem pode ter no envelhecimento em Portugal.

A Associação irá enviar em breve um documento com a indicação dos seus representantes no grupo de trabalho que se deseja formar.


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AUDIENCIA CONCEDIDA PELO PARTIDO SOCIALISTA

Abr 14, 2016

A Direção da associação Amigos da Grande Idade esteve reunida com a Deputada Sofia Araújo do grupo parlamentar do Partido Socialista em audiência que nos foi concedida na Assembleia da Republica.

Fomos recebidos por uma das novas deputadas do nosso Parlamento com uma forte ligação á área social, sendo psicóloga de formação académica e com a sensibilidade própria de quem exerceu atividade social numa autarquia. A Dr.ª Sofia Araújo compreendeu as preocupações da Associação, especialmente no que respeita á falta de definição de tipologias para equipamentos e serviços destinados a pessoas idosas, à formação de pessoas que exercem funções nas Instituições e entidades que se dedicam a prestação de cuidados a pessoas idosas e aos problemas que o atual modelo de financiamento causam no sector e na inexistência de empenho para melhorar a qualidade das respostas.

Ambas as partes aceitaram a necessidade de se encontrarem novas formas de refletir sobre o envelhecimento de maneira a que essa reflexão tenha consequências na prática. Foi transmitida à Associação uma grande disponibilidade do grupo parlamentar do PS poder intervir em iniciativas da Associação, bem como uma enorme disponibilidade por parte da deputada Sofia Araújo.


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